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O que fazer com o meu luto?

  • Foto do escritor: Psicóloga Beatriz Bello
    Psicóloga Beatriz Bello
  • 26 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 16 de set. de 2025


Rapaz pensativo

O luto nos confronta com uma pergunta difícil: e agora, o que faço com essa dor? Quando perdemos alguém, não é só o outro que vai embora, muitas vezes, uma parte de nós também se perde ali.

O luto é um processo único e não tem um tempo certo, nem um caminho igual para todo mundo. Mas há algo em comum: o luto precisa de espaço, escuta e tempo.


Dizer adeus a alguém ou a algo importante não é só um momento. É um movimento interno, profundo. Não se trata de esquecer ou "superar", mas de aprender, aos poucos, a conviver com a ausência.

É por isso que o luto costuma ser tão cansativo. Ele mexe com o corpo, com a mente e com a alma. Às vezes, sentimos que o chão some. Às vezes, tudo fica mais silencioso por dentro.


É muito comum se perguntar se o que se está sentindo “faz sentido”. Tristeza profunda, raiva, culpa, negação, saudade… tudo isso pode fazer parte.

O luto pode se expressar de várias formas: mudanças no sono, no apetite, na concentração, ou até um desejo de se isolar. Cada pessoa sente de um jeito e está tudo bem. :)

Você não precisa ser forte o tempo todo.

Vivemos em uma sociedade que cobra retomadas rápidas. Mas quem está enlutado sabe: não há mais “normal” como antes. Existe um depois e ele começa a ser construído aos poucos e com cuidado.

O luto não é sinal de fraqueza. Ele é um reflexo do amor e da ligação que existia.


O que precisamos prestar bastante atenção é que o luto que não foi sentido, falado e revisitado pode tomar conta de nós por inteiro, se tornando um vazio que se prolonga, as coisas começam a perder sentido e pode até se tornar culpa e desvalorização de si mesmo.

Falar sobre o luto não faz a dor desaparecer, mas permite que ela circule. Nomear, contar, repetir, chorar... tudo isso pode abrir espaço dentro de nós para elaborar a perda.

Em um espaço de escuta, como na análise, o luto encontra lugar. Sem pressa, sem fórmulas, sem pressão para “superar”. Apenas com presença e escuta.


Você não precisa enfrentar isso sozinho (a). Cada perda tem sua história que merece ser escutada.

Se sentir que precisa de um espaço para falar, para respirar ou apenas para ser acolhido(a), estou aqui.



 
 

Psicóloga Beatriz Bello
CRP: 06/150109

 
psicologabeatrizbello@gmail.com

(11) 91598-6019

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